segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um Rei Chamado Ego

Introdução

Recentemente os psicólogos têm afirmado que a maioria das pessoas está sofrendo com uma baixa auto-estima e que elas deveriam gostar mais de si mesmas e aprender a se aceitarem como elas são. Existem alguns psicólogos cristãos que até se utilizam indebitamente do versículo bíblico: “amar ao teu próximo como a si mesmo” dizendo que Jesus incentivou às pessoas amarem a si mesmas. Contudo, esta é uma interpretação forçada do texto. Parafraseando a frase de Jesus ele quis dizer: “olha meus queridos é bem verdade que vocês já se amam por natureza, vocês já nascem com o amor próprio, eu só peço que da mesma maneira como vocês amam a si mesmos amem também os que estão à sua volta”. De acordo com o contexto evangélico, este é o verdadeiro sentido do “amar ao próximo com a si mesmo”.

Ninguém odeia a si mesmo e todas as pessoas já nascem com a tendência ao amor próprio arraigado em suas psiques e tentar sanar os problemas psicológicos delas incentivando a amarem mais a si mesmas é tentar apagar o fogo com gasolina.

É sabido de todos que nos primeiros anos de vida a criança é eminentemente egocêntrica e para ela tudo gira em torno de seu próprio mundo. A mãe é dela o pirulito e o brinquedo também. Quando a criança chega numa fase de maior sociabilidade com as outras percebe que agindo dessa forma ela tem muitos prejuízos e passa a mascarar esse egocentrismo e a partilhar seus “objetos”. Todavia, essa partilha é sempre visando o benefício próprio. O altruísmo não existe em seus vocabulários e nunca dão algo sem esperar receber alguma coisa em troca.

As pessoas não estão sofrendo com uma baixa auto-estima, pelo contrário, elas têm um senso de amor próprio bastante elevado. Ninguém ao se olhar no espelho afirma com sensatez: “eu sou tão feio que me odeio” pois seria uma afirmação paradoxal, porque se ele, de fato, odiasse a si mesmo estaria satisfeito em ser feio. Na verdade o que ele odeia são os paradigmas impostos por uma sociedade corrompida, odeia as pessoas que exigem um padrão de beleza que ele não pode alcançar e como ele não tem capacidade de lutar contra os ditames da sociedade vigente, passa a odiar tais padrões, mas nunca a si mesmo.

Tendência Egocêntrica

Conta-se que quando um certo imperador de Roma voltava triunfante de uma batalha seus súditos davam uma grande festa para ovacioná-lo. Ele costumava trazer em cima de sua biga um escravo para ficar dizendo repetidamente em seu ouvido: “Você é apenas um homem”. Fictícia ou não esta história ilustra bem a nossa tendência natural à jactância. É conveniente citar Agostinho neste momento quando ele diz: “Prefiro os que me criticam porque me corrigem do que os que me adulam porque me corrompem”.

A Anulação do Ego

Não é salutar ter alta ou baixa auto-estima, pois nossas preocupações e intenções deveriam ser direcionadas não para nós mesmos, mas para as pessoas que estão à nossa volta. O que somos ou deixamos de ser não deveria ser o centro das nossas atenções, pois se agirmos de tal forma estaremos caindo nas malhas do egocentrismo.

A criança que recebe uma tapinha nas costas por tirar nota dez na prova, a mulher cuja beleza é elogiada pelo marido fica satisfeita e deveria ficar. No caso, a satisfação deveria estar não no que você é, mas no fato de você ter agradado alguém a quem ama.

O problema começa quando você deixa de pensar: “Que bom que o agradei; tudo está bem”, e começa a pensar? “Que grande sujeito sou eu! Consegui fazer aquilo!”. A pessoa que conseguiu anular o ego pensa, acima de tudo, nas pessoas que estão à sua volta. A pessoa que tem o ego entronizado pensa primeiramente em si mesma.

Beethoven Brandão

2 comentários:

Louise disse...

Boa tarde sr. Ludwig Van B.!!!!
Li seus textos, mas não vou elogiá-lo, pois como disse Agostinho.... o senhor já sabe.
Gostaria de fazer um comentário sobre o texto "Um Rei Chamado Ego".
Está claro que a sociedade, de um modo geral, "sofre" de um individualismo profundo. Cada qual pensando exclusivamente no próprio bem estar e daqueles que lhe interessam, no máximo.
E o próximo? "Ah, eu já tenho muitas coisas com o que me preocupar..."
Todavia, gostaria de chamar a atenção para a diferença entre o egocêntrico e o indivíduo com baixa auto-estima. Enquanto o primeiro pensa sempre em si próprio, antes de qualquer coisa, o segundo sente-se inferior aos demais e tem uma visão negativista de si. Pode chegar ao ponto de julgar-se sem qualquer valor ou qualidade.
Acho que o senhor deveria rever o começo do quarto parágrafo quando diz " As pessoas não estão sofrendo com uma baixa auto-estima, pelo contrário, elas têm um senso de amor próprio bastante elevado".
A baixa auto-estima é sim uma realidade que MUITOS carregam em silêncio, e com a qual psicólogos se deparam freqüentemente. A baixa auto-estima está diretamente ligada a etiologia de diversos transtornos psiquiátricos, como por exemplo a Depressão e os Transtornos Alimentares. E nem é preciso ir tão longe; baixa auto-estima leva à insegurança, medo de rejeição, atrapalhando o convívio social. Portanto deve ser encarada como um mal a ser combatido.Amar a si próprio não é ruim, pois NÃO significa que nos damos maior importância que aos outros seres humanos.
Sem cair no extremo oposto - egocentrismo - é saudável ter auto estima elevada.

Beethoven disse...

Cara Louise
Discordo da sua opinião de que existe diferença entre o egocêntrico e o indivíduo com baixa auto-estima. A raiz tanto da alta quanto da baixa auto-estima encontra-se no ego. É justamente pelo fato de sermos seres egocêntricos por natureza que temos essa noção de auto-estima.
A idéia de que uma auto-estima insuficiente é um fenômeno generalizado e a raiz de todos os problemas é declarada confiantemente como se fosse um fato provado. Na verdade muitos psicólogos, além das Escrituras Sagradas discordam dessa afirmação frontalmente. O apóstolo Paulo adverte que o amor próprio estará na raiz de muitos desses problemas no final dos tempos. “Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis: pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes...” (2 Timóteo 3.1).
Longe, porém, de ser apoiada pela Bíblia, essa nova teologia/psicologia da “auto-estima” sofre oposição das Escrituras. Deus escolheu Moisés, que era o mais manso que qualquer outra pessoa na terra (Números 12.3), para enfrentar o mais poderoso monarca da terra e para livrar Israel, de modo que Deus, e não o homem recebesse a glória. Moisés se esquivou de sua chamada, considerando-se incapaz. Ao invés de lhe dar meses de aconselhamento psicológico para melhorar a sua auto-imagem, Deus prometeu ser com Moisés e operar milagrosamente por meio dele (Êxodo 3). Hoje estamos sendo roubados da presença e do poder de Deus quando nos afirmam que a falta de alegria e poder em nossas vidas se deve a uma auto-imagem insuficiente.
A única auto-imagem correta vem quando contemplamos a Deus, não a nós mesmos, e a visão que temos não é muito lisonjeira – mas transforma vidas e nos desvia do egocentrismo em direção a Ele. Foi quando viu “o senhor sentado sobre um alto e sublime trono” que Isaías exclamou: ”Ai de mim... porque sou homem de lábios impuros” (Isaías 6.5). Este relance da glória divina, e sua indignidade diante dela, mudaram a vida de Isaías. O ponto de virada na vida de Jó veio quando ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza... Assim abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro...” (Jó 42. 5, 6 e 12). Assim foi com todos os homens e mulheres de Deus no passado, mas hoje tais experiências seriam consideradas psicologicamente prejudiciais à auto-estima desses indivíduos.
A Bíblia jamais nos exorta à auto-aceitação, amor próprio, auto-afirmação, autoconfiança, auto-estima, auto-perdão, nem a qualquer outra dessas formas de egocentrismo que são tão populares hoje em dia. A resposta para a depressão não é nos voltarmos para o ego, mas nos distanciarmos do ego e buscarmos a Cristo.
William Law apresenta a visão que a Igreja sustentou por séculos:
Os homens estão mortos para Deus por estarem vivendo para o ego. Amor próprio, auto-estima e auto satisfação são a essência do orgulho; e o Diabo, o pai do orgulho, nunca está ausente de tais paixões, nem deixa de ter influência nelas. Sem a morte para o ego não há escape do poder de satanás sobre nós...
Para descobrir a mais profunda raiz e a força férrea do orgulho e da auto-exaltação, é preciso entrar na câmara secreta da alma humana, onde o Espírito de Deus, o único que pode produzir humildade e submissão reverente, foi impedido de entrar por causa do pecado de Adão...
Aqui, no íntimo mais profundo do ser humano, o ego teve o seu terrível nascimento, e estabeleceu seu trono, governando sobre um reino de orgulho secreto, do qual toda a pompa e as vaidades externas são apenas brinquedos infantis e transitórios...
A imaginação, como o último e mais fiel apoio do ego, coloca a seus pés mundos invisíveis, e coroa com vinganças secretas e honras imaginárias. Este ego satânico, natural, deve ser negado e crucificado, caso contrário não haverá um discípulo de Cristo. Não há interpretação mais clara do que esta para as palavras de Jesus: “Aquele que não negar a si mesmo, não tomar a sua cruz e me seguir, não pode ser meu discípulo”.
O que foi dito acima não é apenas o ensino da Bíblia, mas um fato que até mesmo os descrentes percebem em seus corações – que o pecado fundamental da humanidade é o orgulho. Todos nós, por natureza, pensamos bem demais acerca de nós mesmos. Essa verdade bíblica há tanto estabelecida, foi considerada um erro recentemente. Iluminados pela psicologia, pastores e líderes cristãos estão agora proclamando que o problema fundamental da humanidade não é, no fim das contas, o orgulho, e sim a humildade. Não é pensarmos bem demais a nosso próprio respeito, é pensarmos mal. Todos nós temos uma auto-imagem ruim, ou auto-estima insuficiente, da qual nada exceto rituais psicoterapêuticos que foram cristianizados para consumo na igreja, pode nos libertar.
No entanto, esse conselho da psicologia está em conflito direto com Filipenses 2.3: “por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. A clara advertência de Paulo aos Romanos 12.3, para não pensarmos de nós mesmos mais do que convém, é hoje distorcida de modo a significar que o maior perigo que enfrentamos é não pensar suficientemente bem a nosso próprio respeito.
No livro O Ego Inchado o psicólogo David G. Myers indica:
Jean Paul Codol realizou vinte experiências com franceses cuja idade variava de estudantes de doze anos a profissionais adultos. A despeito de quem estivesse envolvido e dos métodos usados, o que esteve constantemente presente foi que estas pessoas se consideravam superiores...
Estudantes [americanos] tipicamente se situam na faixa mais alta de suas classes... A julgar por suas respostas... [a testes de auto avaliação], parece que os estudantes secundaristas na América não sofrem de sentimentos de inferioridade. No item “capacidade de liderança”, 70% se julgaram acima da média, 2% abaixo da média... No item “capacidade de se relacionar bem com outras pessoas”, zero por cento dos 829.000 alunos que responderam se consideravam abaixo da média, 60% se situaram na faixa de 10% do alto da pirâmide e 25% se viram na faixa de 1% no topo da pirâmide!...
Observe-se o quanto isso difere da sabedoria popular que afirma que a maioria de nós sofre com um auto-conceito negativo... Os pregadores que fazem palestras motivadoras para inflar o ego de seus ouvintes supostamente perturbados por auto-imagens deficientes estão pregando para um problema que raramente existe.
O Mito do Ódio de Si Mesmo
Jesus resumiu a Lei e os Profetas naquilo que veio a ser conhecido como a Regra Áurea: “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lucas 6.31). Se Jesus não tivesse perfeita certeza de que o ser humano já ama a si, jamais teria feito tal afirmação. Certamente, se todos nós já nos odiamos por natureza, então desejaríamos aos outros o mesmo mal que queremos para nós mesmos. Mas quem é que deseja o mal para si mesmo? Ninguém, a não serem os muito desequilibrados. Efésios 5.29 afirma a verdade universal que todos reconhecemos: “Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida...” Apesar dessa evidência, uma inundação de programas cristãos de rádio e televisão, fitas, revistas e livros vêm propagando a idéia que lá no íntimo nos odiamos e que precisamos aprender a amarmos a nós mesmos antes de podermos amar outras pessoas e até a Deus.
É claro que há pessoas que expressam graus variados de auto-depreciação. Mas é mais fácil perceber que na realidade tais pessoas não odeiam a si mesmas. A pessoa que diz: “Eu sou tão feia que eu me odeio!”, não se odeia de verdade, ou estaria feliz por ser feia. É porque ama a si mesma que fica perturbada com sua aparência e com a maneira pela qual outras pessoas reagem a ela. A pessoa que geme em meio à depressão e diz que se odeia por ter desperdiçado sua vida estaria de fato feliz por ter desperdiçado sua vida, caso se odiasse de verdade. O fato é que a razão de estar infeliz por ter desperdiçado a sua vida é seu amor a si mesma. O criminoso aparentemente carregado de remorso, que diz odiar-se pelos crimes que cometeu, deveria então estar feliz por se achar sofrendo na prisão. No entanto, espera escapar a esse destino, o que prova que ele ama a si mesmo. Assim acontece com a pessoa que tira a própria vida. A maior parte dessas pessoas considera o suicídio uma fuga; mas quem ajuda alguém a quem odeia fugir? O suicídio é o último ato do ego tentando escapar às circunstâncias sem consideração por qualquer outra pessoa.
A pessoa que está constantemente se depreciando não se odeia de fato, nem tem uma auto-imagem inferior; está simplesmente informando aos outros que seu desempenho não está de acordo com os padrões que estabeleceu para si mesma. Isso não é um sintoma de auto-estima deficiente, mas apenas o outro lado da moeda do orgulho.
A auto-depreciação é ruim pela simples razão de que o ego está ali para ser depreciado. O ego, quer se exalte, quer se deprecie, não pode ser qualquer outra coisa senão detestável pêra Deus.
A vanglória é prova de que estamos satisfeitos com nosso ego; a auto-depreciação é prova que estamos desapontados com ele. De qualquer um dos dois modos revelamos que temos uma opinião muito positiva a nosso próprio respeito.
Foi Friedrich Nietzsche, o pai da filosofia do “Deus está morto” e o grande inspirador de Hitler. Quem lançou os alicerces para a interpretação moderna da regra áurea de Jesus Cristo. Nietzsche escreveu: “Seu amor ao próximo é o mau amor que têm por vocês mesmos. Vocês fogem de si mesmos para o seu próximo e fingem que isso é uma virtude! Mas eu percebo o seu “altruísmo”. Vocês não suportam a si mesmos, e não amam a si mesmos o bastante.” Nietzsche está afirmando que deixamos de amar nosso próximo como a nós mesmos porque não nos amamos o bastante. Ele foi o primeiro a reclamar dessa “epidemia” de auto-depreciação que os líderes evangélicos de hoje estão lamentando.
Por 1900 anos a igreja aprendeu que somos seres egocêntricos por natureza, que não precisamos aprender a amar a nós mesmos. Somos exortados, isto sim, a amarmos a Deus e aos outros. No entanto, sob a influência da psicologia, a igreja aceitou a idéia de que quando Jesus disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Ele estava ensinando que devemos, antes de tudo, “aprender a amar a nós mesmos” antes de podermos amar a Deus e a nosso próximo.
Erros psicoterapêuticos, não importa quão sincero seja quem os advoga, inevitavelmente corrompe a crença das pessoas na doutrina das escrituras. A afirmação feita por Jesus sobre o nosso dever de amarmos o próximo como a nós mesmos não é limitada a pessoas que tenham “um saudável amor por si mesmas”. Tal distinção, que psicólogos cristãos procuram fazer, não pode ser derivada da Bíblia. Essa ordem é para todos nós, e não há sequer o menor indício de que algumas pessoas não sejam capazes de amar de maneira correta ou suficiente para entenderem e obedecerem ao que Jesus ordenou.
As exortações bíblicas para que não pensemos de nós mesmos mais do que convém, quando interpretadas à luz da psicologia moderna, são entendidas como advertências para não pensarmos pouco a respeito de nós mesmos. As pessoas que não aceitam esse novo evangelho são classificadas como gente “que não conhece psicologia”, mesmo que possam ser bem maduras em sua compreensão das Escrituras. Estimular o egocentrismo em criaturas cujos pecados mais destrutivos estão centrados no ego é como derramar gasolina num fogo que já está fora de controle. A. W. Tozer põe tudo em perspectiva ao dizer:
O ego é uma das plantas mais resistentes que crescem no jardim da vida. Na verdade, ele é indestrutível por qualquer meio humano. Quando estamos certos de que está morto, ele reaparece em outro lugar, forte como nunca, para perturbar nossa paz e envenenar o fruto de nossas vidas...
O crente vitorioso nem exalta nem deprecia a si mesmo. Seus interesses mudaram do ego para Cristo. O que ele é ou não é já não o preocupa. Ele crê que foi crucificado com Cristo e não deseja elogiar ou depreciar a si mesmo, pois deixou de ser egocêntrico para ser cristocêntrico.
As Origens Malignas do Ego
A queda de Lúcifer nos confronta com algumas lições solenes. O que acabou por corromper a Satanás foi à sabedoria e o poder que Deus lhe conferira: ele começou a considerá-los sua propriedade particular, algo que ele possuía intrinsecamente. Esse orgulho secreto foi instantaneamente reconhecido pelo Altíssimo, e, naquele momento, o mais sábio, mais belo e mais poderoso ser jamais criado perdeu a sua posição no céu e tornou-se o arquiinimigo de Deus e a síntese do mal. Que todos fiquem avisados! No momento em que pensarmos que somos ou temos algo intrinsecamente bom em ou de nós mesmos, tornamo-nos sócios de Satanás em seu orgulho.
“Elevou-se o teu coração por causa da sua formosura” (Ezequiel 28.17). O que causou a queda de Satanás não foi uma “auto-imagem negativa”, mas uma auto-imagem muito “positiva”.
A sedução de Eva por Satanás foi o apelo original ao ego. “Vocês serão como Deus”, foi a promessa sedutora. Algo dentro de Eva respondeu àquilo. Foi então que “o ego teve seu terrível nascimento”.
Não há necessidade de especular que tipo de fruto Eva comeu ou quão tentador ele possa ter sido. Os detalhes são irrelevantes. Para Eva, aquele fruto retinha a chave para a realização de todo o seu potencial, mas era um ato de desobediência deliberada. E a desobediência, como sabemos, é um ato de auto-afirmação que tem em vista o interesse próprio. Satanás seduziu Eva a praticar o primeiro ato egoísta da história humana.